quarta-feira, 26 de julho de 2017

A simplicidade da cadência monocórdica.

look at the trailer...

Fui ver o mais recente filme de Jim Jarmusch, Paterson é o nome que o realizador lhe deu.
Quem conhece a obra de Jarmusch, sabe que é um realizador sem pressa. A cadência das cenas é calculada ao milésimo de segundo e só assim faz sentido.
Assim que nos sentamos na cadeira, embarcamos numa viagem tranquila, livre de percalços e quase terapêutica.
Jarmusch sabe como ninguém usar a fotografia nos seus filmes, chegando mesmo a ser sublime sem tentar qualquer tipo de pretenciosismo
A banda sonora é também uma das suas imagens de marca, minimalista, coerente com a velocidade dos frames e de tão simplista, trasforma-se num apêndice ritmado e precioso.
As personagens são uma delícia . Uma espécie de tarte de carne quentinha numa noite fria de inverno.
O filme é poético na sua génese e a poesia presente do início até ao final é crua, mundana, despretensiosa e coerente com a visão que o Realizador teve para este filme.
Para aqueles que acham o filme "lento" e vazio de conteúdo, com personagens enfadonhas e desprovidas de ritmo, convido-os a verem a sequela do Die Hard e a serem muito felizes.

Nota: O resumo curto e pouco explícito é completamente propositado.

4 comentários:

  1. Achei o filme chato. Salvou-me o cão que me fez soltar algumas risadas. Abraço Paper Cut.

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  2. Meu caro anónimo das 11:24, não fazendo juízos de valor, penso que Jim Jarmusch não é bem o tipo de realizador para si. Recomendo-lhe que veja os "101 Dálmatas" ou "Marley" . Vai ver que dará o seu dinheiro por mais bem empregue. Abraço.

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  3. Parece cativante... Vou vê-lo assim que puder! Até porque me faz lembrar a vida de uma das minhas melhores amigas (nao poeta, mas pintora).

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